Cultura Popular na região do ABC paulista

A região do ABC paulista é marcada por manifestações e expressões ligadas à cultura popular, que precisam ser conhecidas e valorizadas!

De acordo com as informações de Neri Silvestre, do grupo Cultura Viva de Santo André, e que participa de saraus na periferia de Santo André, algumas das mais conhecidas manifestações populares são as Folias de Reis e a Congada do Grupo da Congada do Parque São Bernardo, liderado pelo Ditinho da Congada. O Moçambique e o Samba de Bumbo (Mauá) também está presente na região.

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Para conhecer um pouco mais sobre essas manifestações de cultura popular na região do ABC veja, por exemplo:

30 Anos de Congada, Diário do Grande ABC , 2010.

Manifestações retratam resistência de movimentos folcóricos no ABC, Universidade Metodista de São Paulo, 2010.

A Folia de Reis, Revista Raça.

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Pessoas ligadas à cultura popular nos saraus nas periferias do ABC, como Neri Silvestre, compreendem que o hip hop é também uma das novas expressões e ressignificações da cultura popular, agora transfiguradas em culturas híbridas.

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Para saber mais sobre o hip hop no ABC paulista, veja:

Ecos de Espelhos – movimento hip hop do ABC paulista – Pablo N. Bastos. Dissertação de Mestrado, USP, 2008.

Arte urbana, política cultural e cultura digital no Ponto de Cultura Casa do Hip Hop – Diadema/SP – Andrea Paula dos Santos, ENAPEGS, 2011.

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Assim, vários sujeitos da cultura na região do ABC, por meio dessas pesquisas, vivências e debates questionam definições rígidas, fixas ou muito limitadas do que é a cultura popular na contemporaneidade.

O termo cultura popular, as tentativas de definições e práticas a ele relacionadas são plurais, contraditórias e conflituosas, híbridas. E o que é considerado como cultura popular pode variar conforme o lugar, os sujeitos, os grupos e as questões relacionadas às diversidades étnicas, regionais, de gênero, sexuais, socioeconômicas, entre outras.

Para Neri Silvestre, desde o final da década de 1980, com a Constituinte, o conceito de cultura mudou, saindo apenas do âmbito do que era entendido como “arte” para abranger amplas formas de produção simbólica.  Nas palavras de Neri, “tudo que foi de produção simbólica, o Estado passou a reconhecer: hip hop,  escolas de transformistas, terreiros, quilombolas, coquistas, maracatuzeiros… todas nossas expressões passam a ser massageadas, reveladas, ‘desescondidas’!”

O que passa a estar em pauta é a riqueza e a variedade infinita das manifestações e expressões independente de julgamentos pré-estabelecidos e preconceitos entre sujeitos e grupos que se definem como alinhados com estudos e práticas em torno da cultura popular.

Seguem aqui mais algumas referências indicadas por Neri, inclusive a página do Sarau da Quebrada, onde acontecem expressões musicais, poéticas e também debates num bar transformado em centro cultural. Fica o convite a todos os que valorizam as expressões híbridas de cultura popular para aparecer por lá!

Sarau na Quebrada:

http://www.facebook.com/saraunaquebrada?ref=hl

Artigo:

Cultura cidadã é a chave para reduzir a violência

Videos e documentários:

texto e entrevista com Neri Silvestre por Andrea Paula dos Santos

Fonte: http://culturapopularufabc.wordpress.com/cultura-popular-brasileira/cultura-popular-na-regiao-do-abc-paulista/