março/2012 – Abertura Diversidades em Performances

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Semana do Dia internacional da Mulher

7 e 8 de março de 2012

UFABC – Campus Sigma – Sâo Bernardo do Campo


A violência contra as mulheres é estrutural e inerente aos sistemas patriarcal e capitalista no qual estamos inseridos. E é usada como uma ferramenta de controle da vida, corpo e sexualidade das mulheres por homens, mas também – por mais absurdo que pareça – por grupos de diversos gêneros e orientações sexuais, incluindo homens e mulheres,
instituições patriarcais e Estados, que impõem uma necessidade de controle, apropriação e exploração do corpo, vida e sexualidade femininos.

O senso comum e a idéia geral que se tem obre a violência contra as mulheres é que se trata de uma situação extrema ou localizada, envolvendo pessoas individualmente. Mas ela nos toca a todas e todos, pois tem suas raízes nas diversas expressões da questão social, apresentando-se de forma diferenciada e complexa quando cruzamos categorias de gênero, com diversidade sexual, étnica, religiosa, geracional ou de classe social. Apesar de afetar as mulheres como grupo social, cada violência tem um contexto específico e temos que
compreender como, quando e por que ocorre a violência contra as mulheres. Sabemos que esse tipo de violência é transversal e permeia todas as classes sociais e diferentes culturas, etnias, gerações, religiões e situações geopolíticas.

Apesar de ser mais comum na esfera privada, como violência doméstica – seja esta sexual, física, psicológica – a violência contra as mulheres e meninas ocorre também na esfera pública. Todos os dias são praticados crimes que permanecem impunes, tais como feminicídio, assédio sexual e físico no lugar de trabalho, abuso sexual e diferentes estupros, mercantilização do corpo das mulheres, tráfico de mulheres e meninas, prostituição, pornografia, escravidão, esterilização forçada, lesbofobia, negação do aborto seguro e das opções reprodutivas e autodeterminação, etc. O silêncio, a discriminação, a impunidade, a dependência das mulheres em relação aos homens e à estruturas familiares conservadoras, assim como justificações teóricas e psicológicas das formas de violência acabam por tolerar e agravar, mesmo que inconscientemente, a violência contra as mulheres.

No dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.

A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem às mulheres que morreram na fábrica em 1857. Porém, somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas).

Ao se enfatizar a importância desta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual e denunciar a continuidade histórica de injustiças que precisam ser questionas e eliminadas.

OBJETIVOS

Celebrar e rememorar este dia de luta internacional com toda a comunidade acadêmica e externa, promovendo um debate sobre os enfrentamentos cotidianos realizados pelas mulheres na luta por sua sobrevivência, na tentativa de diminuir as desigualdades pois, mesmo com todos os avanços e muitos direitos conquistados, as mulheres ainda
sofrem violências de todo o tipo.

Destacamos aqui, além dos crimes sexuais mais comuns, o não reconhecimento da diversidade sexual e étnica feminina; a carência de acesso aos cuidados específicos da saúde da mulher; os preconceitos e estereótipos; a obrigação de se adequar a padrões de beleza e consumo inacessíveis; os salários baixos; as jornadas múltiplas e excessivas
de trabalho; as desvantagens na carreira profissional; a representação minoritária nas esferas de decisão pública, entre outros problemas a serem diagnosticados, debatidos e enfrentados.

PÚBLICO-ALVO
Toda a comunidade acadêmica e externa.

AGENDA


07 de março – quarta-feira

Apresentação Cultural com Café da Tarde – 17:45h.

1º dia de exposição de fotos, projeção de frases e poesia

Mesa de debate – O papel das mulheres na sociedade contemporânea –
18:00 às 21h – Auditório.
Coordenação: Profª Andrea Paula dos Santos

Temas: Papel da mulher na sociedade contemporânea, mídia,
mercantilização do corpo, história do feminismo.

Lançamento do Projeto de Extensão Diversidades em Performances, sobre
gênero plural, corpo e políticas artísticas e culturais (Coordenação
Profª Andrea Paula dos Santos).

Palestrantes:

Profª Andrea Paula dos Santos – UFABC – Instituições, Conflitos e
Políticas Públicas: Conflitos Sociais e Políticas Públicas (40 min).

Dulce Xavier – Gerente de Políticas para as Mulheres de São Bernardo – (40 min.
08 de março – quinta-feira

Apresentação Cultural com Café da Tarde – 18:00h
2º dia de exposição de fotos, projeção de frases e poesia – Atividade
em parceria com a Biblioteca.

Mesa de debate – Mulheres: Corpo, Direitos e Cuidados – 18:30  às 21h –
Auditório.

Coordenação: PROAP e Diretório Acadêmico
Temas: Violência, Políticas Públicas de atenção às mulheres.

Palestrantes:

Camila Berbel – Assistente Social – Delegacia da Mulher de São Bernardo do Campo(40 min) (a confirmar)

Gabriela Silva – Psicóloga da UFABC – DAS.

Joana Maria Gouveia Franco Duarte – Coordenação Proteção Social Especial- Secretaria de Assistência Social e Cidadania – Prefeitura Municipal de Diadema (40 min).

PARCERIAS
ProEx, Projeto Diversidades em Performances, Diretório Acadêmico de São
Bernardo, DAEG, DAS e Biblioteca.

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Uma opinião sobre “março/2012 – Abertura Diversidades em Performances

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