Palestra sobre Aborto e Estatuto do Nascituro com Lola Aronovich

Na última sexta-feira, 16 de agosto, o Diretório Central dos Estudantes (DCE), com apoio do nosso projeto de extensão Diversidades em Performances, a Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) e a Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Políticas Afirmativas (PROAP) – todos vinculados à Universidade Federal do ABC (UFABC) – trouxeram à nossa universidade a blogueira feminista e professora de línguas estrangeiras da Universidade Federal do Ceará (UFC) para falar sobre o aborto e o Estatuto do Nascituro, dois temas muito importantes e polêmicos de nossos dias recentes.

A palestra foi um sucesso. Auditório cheio com muitas pessoas interessadas e participativas. O DCE, em nome das organizadoras do evento -Amanda Faria Lima, Danielle Bandeira (também extensionista do Diversidades em Performances) e Luiza Nunes de Freitas – agradecem a participação e apoio de todas as pessoas que estiveram envolvidas de alguma forma nesse evento, principalmente à Lola, que aceitou nosso convite com muito carinho. Muito obrigada!

2013-08-16 17.01.08 2013-08-16 17.02.11 2013-08-16 17.00.29 2013-08-16 17.00.57 2013-08-16 17.20.20 2013-08-16 17.01.42 2013-08-16 17.01.58 2013-08-16 17.19.45 2013-08-16 17.39.15 2013-08-16-2675[1] 2013-08-16-2672[1] 2013-08-16-2671[1] 2013-08-16-2674[1] 2013-08-16-2670[1] 2013-08-16-2669[1]

Luiza de Freitas Nunes, Lola Aronovich e Danielle Bandeira.
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Cartaz do evento
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XIII Semana de Ciências Sociais

Encruzilhadas da Democracia / 02 a 06 de Setembro de 2013
As recentes mobilizações que paralisaram diversas capitais brasileiras além de cidades de médio e grande porte no interior coloca o Cientista Social na cena nacional dos debates. O Cientista Social não se limita a relatar os fatos, mas interpretá-los. Com base em múltiplas referências teóricas e metodológicas, o Cientista Social direciona para uma reflexão que aponta para inúmeras e possíveis linhas explicativas.  O tema proposto para a XIII Semana de Ciências Sociais, Encruzilhadas da democracia, provoca a nossa potência para o conhecimento de acontecimentos históricos que irrompem e colocam em cena forças, agentes, movimentos coletivos e linhas de ação inéditas. Inúmeras têm sido as modalidades de atuação democrática, algumas de difícil enquadramento ou controle por formas tradicionais de exercício da política. A fortuna do termo encruzilhada advém da impossibilidade de adoção de uma única via de saída, mas aponta para a invenção de novas possibilidades da política, de cultura e de sociedades que não sejam a repetição do mesmo.

Propomos nesta XIII Semana de Ciências Sociais a apresentação das várias áreas que compõem o nosso curso, as linhas de pesquisa que desenvolvemos para enfrentar os problemas do tempo presente e a singularidade do Curso de Ciências Sociais da PUC-SP que, desde a década de 1960, vem formando cientistas sociais de reconhecida qualidade requeridos pelos institutos de pesquisa, centros culturais, ONGS, instituições de ensino e órgãos públicos. Destacamos neste ano de 2013 os 40 anos do Programa de Pós-graduação, doutorado e mestrado, em Ciências Sociais da PUC-SP que no seu pioneirismo e qualidade – reconhecida pela CAPES de nível ótimo – forma docentes e pesquisadores para as principais universidades brasileiras.

Baixe aqui a programação

Programação

02/09
9h às 12h – Local: Auditório 117 A

ABERTURA

Encruzilhadas da democracia
Profº Dr. Miguel Chaia
Profº Dra.Carla Garcia
Profº Dra. Eliane Gouveia
14h às 17h

40 anos
Pós-Graduação de Ciências Sociais.
Relatos  dos protagonistas com destaque para os coordenadores.
Feira de Livros do CACS (acervo antropofágico)
17h30 às 19h
MINI CURSO (inscrições pelo e-mail miniencruzilhadasdademocracia@gmail.com)
1. Mídias Digitais e Democracia
Profª Dra. Rosemary Segurado e Profª Dra. Eva Campos Domingues
2. A Atualidade de  O Príncipe de Maquiavel
Profº Dr. Edison Nunes
3. Trabalho na contemporaneidade
Profª Dra. Noêmia Lazzareschi
18h30 às 19h30 – Local: Saguão do Tucarena

Lançamento da Revista Polichinello
 nº 14 e do Livro FAVOS de Arturo Gamero.  Editora Lumme
Exposição “Estamos todos Presos” (org. Profª Dra.  Dorotheia Passetti)
20h às 22h30 – Local: Saguão do Tucarena

Aula Teatro: Limiares da Liberdade 
Nucleo de Sociabilidade Libertária (Nu-sol)
03/09
9h às 12h – Local: Auditório 117 A
MESA
Condições de vida, direitos e violências: povos indígenas no Brasil contemporâneo
Profª Dra. Lucia Helena Rangel (coord)
Profº Dr. Rinaldo Arruda
Profº Dr. Benedito Prezia
Profª Vilma Bokany
14h às 17h
Sessão coordenada de Iniciação Científica e TCC (as inscrições dos trabalhos devem ser realizadas até 19 de agosto pelo e-mail encruzilhadasdademocracia@gmail.com) Para a inscrição: Título, autor e um resumo de 10 linhas.
17h30 às 19h
MINI CURSO (inscrições pelo e-mail miniencruzilhadasdademocracia@gmail.com)
1. Mídias Digitais  e Democracia
Profª Dra. Rosemary Segurado e Profª Dra. Eva Campos Domingues
2. A Atualidade de O Príncipe de Maquiavel
Profº Dr. Edison Nunes
3. Trabalho na contemporaneidade
Profª Dra. Noêmia Lazzareschi
20h às 22h30 – Local: Auditório 117A


O racismo e as políticas públicas
Profª Dra. Teresinha Bernardo
Profº Dra. Maria Nilza da Silva
Regimeire Maciel (doutoranda PUCSP) 

04/09
9h às 12h – Local: Auditório 117 A
MESA
Cidades: sociabilidades e movimentos sociais atuais
Profª Dra. Lucia Bógus (coord)
Profª Dra. Marisa do Espírito Santo Borin
Profª Dulce Maria Tourinho Baptista
Profª Dra. Maria da Glória Cohn
14h às 17h
GRUPO DE TRABALHO
1. Arte, Mídia e Política. Profº Dr.Rafael Araujo (coord)
2. Ideologias e lutas sociais – Profº Dr. Lucio Flávio Almeida (coord.)
3. Manifestações culturais Afro- Brasileiras e Racismo. – Joanice Conceição e Janaína de Fiqueiredo (coords)
4. O Mundo do Trabalho na Contemporaneidade: Globalização da Produção, Reestrutura-ção Produtiva, Emprego e Tempo Livre – Profª Dra. Noêmia Lazzareschi
5.Religião:  Múltiplas Fronteiras-Dra. Eliane Hojaij Gouveia – Prof.Dr. Edin Abumanssur (coordenadores)
6.Meio Ambiente e sociedade. Profª Dr. Marijane Lisboa (coordenadora)
17h30 às 19h
MINI CURSO (inscrições pelo e-mail: miniencruzilhadasdademocracia@gmail.com)
1. Mídias Digitais e Democracia
Profª Dra. Rosemary Segurado e Profª Dra. Eva Campos Domingues
2. A Atualidade de O Príncipe de Maquiavel
Profº Dr. Edison Nunes
3. Trabalho na contemporaneidade
Profª Dra. Noêmia Lazzareschi
20h às 22h30 – Local: Auditório 117A
MESA
Trajetórias profissionais dos egressos do curso de Ciências Sociais da PUC-SP: Dilemas e Desafios.
Profª Dra. Matilde Melo(coord.)

05/09
9h às 12h – Local: Auditório 117 A

MESA
O Poder Judiciário no Brasil: atribuições e limites
Profª Dra. Vera Chaia (coord.)
Profª Dra. Maria Teresa Sadek (USP)
Frederico Vasconcelos (FSP)
Profª Flavia Piovesan (PUC/SP)

14h às 17h

GRUPO DE TRABALHO
1. Arte, Mídia e Política. Profº Dr.Rafael Araujo (coord)
2. Velhice, Velhices: imagens e representações – Profª Dra.  Leila da Silva Blass (coord)
3. Ideologias e lutas sociais – Profº Dr. Lucio Flávio Almeida (coord.)
4. Manifestações culturais Afro- Brasileiras e Racismo. – Joanice Conceição e Janaína de Fiqueiredo (coords)
5. O Mundo do Trabalho na Contemporaneidade: Globalização da Produção, Reestrutura-ção Produtiva, Emprego e Tempo Livre – Profª Dra. Noêmia Lazzareschi.
6.Religião:  Múltiplas Fronteiras – Dra. Eliane Hojaij Gouveia –Prof.Dr. Edin Abumanssur (coordenadores)
7.Meio Ambiente e sociedade. Profª Dr. Marijane Lisboa (coordenadora)
17h30 às 19h – Local: Museu da Cultura
Conversa com os Editores das Revistas da PUCSP
Exposição das Revistas
Profª Dra. Dorothea Passetti (organizadora)
20h às 22h30 – Local: Auditório 117 A
MESA
Manifestações de junho: revoltas, insurreições?
Profª Dr. Leila da Silva Blass
Profº Dr. Edson Passetti
Profº Dr. Peter Pal Pélbart
06/09

9h às 12h – Local: Auditório 117 A

MESA
Megaprotesto e copa do mundo: ressignificando o evento
Profº Dr. José Paulo Florenzano (coord.)
Profº Dr. Marcelo Ridenti (Unicamp)
Profª Dra. Mônica Carvalho
Profº Acácio Augusto
 

14h às 17h

GRUPO DE TRABALHO 
1. Arte, Mídia e Política. Profº Dr.Rafael Araujo (coord)
2. Velhice, Velhices: imagens e  representações – Profª Dra. Leila da Silva Blass (coord)
3. Ideologias e lutas sociais Profº Dr. Lucio Flávio Almeida (coord.)
4. Manifesta-ções culturais Afro- Brasileiras e Racismo.Joanice Conceição e Janaína de Fiqueiredo (coords)
5. O Mundo do Trabalho na Contemporaneidade: Globalização da Produção, Reestrutura-ção Produtiva, Emprego e Tempo Livre – Profª Dra. Noêmia Lazzareschi
17h30 às 19h

Performance e Leitura dramática.
Talita Vinagre, Joana Egypto e Judson Cabral
20h às 22h30 – Local: Auditório 117A
MESA
Classes Populares, política e Ideologia na América Latina. Profº Dr. Lucio Flávio Almeida (coord.)
Angélica Lovatto. Política e ideologia no pré-1964: os Cadernos do Povo Brasileiro.
Eliel Ribeiro Machado. Contribuições de Nicos Poulantzas para a análise dos movimentos sociais na América Latina.
Ramon Casas Vilarino. Imperialismos e Antiimperialismos na América Latina no Pós-Guerra Fria.
 
Comissão organizadora:
Silvana Tótora (coordenação)
José Paulo Florenzano (vice-coordenação)
Wander Wilson (mestrando PUC-SP)
Natasha Bachini (mestre pesquisadora NEAMP)
Cauê Ameni(Ciências Sociais PUCSP)
Douglas Meira Ferreira (Ciências Sociais PUC-SP
Eduardo Elias Gottib (Ciências Sociais PUC-SP)
Erika Rosenfeld Bayer Matias (Ciências Sociais PUC-SP)
Gustavo Guedes Brigante (Ciências Sociais PUC-SP)
Thiago Michelucci (Ciências Sociais PUC-SP)
Vitor Amaral Osório (Ciências Sociais PUC-SP)
Carolina Mandu (Ciências Sociais PUC-SP)
Faculdade de Ciências Sociais PUC-SP
Curso: Ciências Sociais
Tels: 3670 8337/8336
Serão fornecidos certificados para participantes e para os mini-cursos

Irã incentiva troca de sexo para manter país ‘livre do homossexualismo’

Ahura (à esq.) olha para a amiga Ramesh (ao centro) que dança ao som de Rihanna

Quando criança, Sara preferia jogar futebol com os meninos a brincar de boneca. Mocinha, ela passou a sofrer todo dia por ter que usar véu e roupas femininas.

Hoje com 17 anos, Sara diz ter certeza de que nasceu com o sexo errado. Se conseguir convencer as autoridades, ela ganhará permissão e subsídio para ser operada e adotar uma nova identidade, com nome masculino.

A República Islâmica do Irã abençoa e incentiva operações de troca de sexo, em nome de uma política que considera todo cidadão não heterossexual como espírito nascido no corpo errado.

O casal Mahsa (à esq.) e Ahura (à dir.) observam uma vitrine em Teerã. Ambos têm permissão para fazer a cirurgia de mudança de sexo

Com ao menos 50 cirurgias por ano, o país é recordista mundial em mudança de sexo, após a Tailândia.

Oficialmente, gays não existem no país. Ficou famosa a frase do presidente Mahmoud Ahmadinejad dita a uma plateia de estudantes nos EUA em 2007, de que “não há homossexuais no Irã”. A homossexualidade nem consta da lei. Mas sodomia é passível de execução.

O casal Mahsa –homem que quer fazer a cirurgia de mudança de sexo– e Ahura –mulher que também deseja se submeter à operação– em uma cafeteria em Teerã

Transexuais no Irã

Já transexuais, aos olhos dessa mesma lei, são heterossexuais vítimas de uma doença curável mediante cirurgia.

Essa visão partiu do próprio fundador da república islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini, que emitiu em 1984 um decreto tornando o procedimento lícito.

Khomeini comoveu-se com o caso de Feyreddun Molkara, um devoto xiita que o convencera de que era mulher presa em corpo de homem.

A bênção aos transexuais continuou após a morte de Khomeini, em 1989, apesar da objeção de alguns clérigos.

Prevaleceu a corrente que defende a mudança de sexo como prova de que o islã xiita, dominante no Irã, capta melhor a mensagem divina.

“Sunitas dizem que é mexer com a criação divina. […] Mas ninguém está mudando o atributo na natureza criada por Deus. O humano continua humano”, escreveu o clérigo Mohammad Mehdi Kariminia, simpatizante dos transexuais. “Trata-se apenas de sintonizar corpo e mente.”

Mahsa (ao centro) viaja em ônibus no setor reservado às mulheres, no Irã. Embora tenha a permissão para se submeter à cirurgia de mudança de sexo, Mahsa não tem dinheiro para arcar com os custos da operação

SUBSÍDIO

No início dos anos 2000, o Estado passou a subsidiar um terço do valor total das operações, que variam entre US$ 8 mil e US$ 10 mil.

A adolescente Sara quer candidatar-se a esse benefício. Ela deu o primeiro passo rumo ao sonho de virar homem numa manhã recente, ao apresentar-se de tênis e calça baggy numa clínica de Teerã credenciada para atender transexuais.

Nervosa e agitada na sala de espera, ela não quis falar com a Folha. A avó, que a criou desde a separação dos pais, a acompanhava.

“Ela nunca rezou, mas fez promessa de cumprir com as orações para o resto da vida, caso consiga ser operada”, disse a avó, após Sara entrar na sala do cirurgião Bahram Mir-Jalili, pioneiro no Irã.

Formado na França, Mir-Jalili afirma que candidatos à operação passam por reiteradas sessões com médico, psicólogo e psiquiatra antes da elaboração de um parecer.

“O processo leva meses até descartar casos como esquizofrenia e selecionar apenas pessoas com transtorno profundo de identidade de gênero”, diz o médico. Ele avalia em 40 mil o número de transexuais iranianos, diagnosticados ou não.

À comprovação clínica sucede o trâmite jurídico. Se declarada transexual, Sara deverá apresentar-se a um juiz, que validará ou não o parecer, após nova avaliação por médicos legistas.

Confirmado o laudo, ela poderá acionar a Organização do Bem-Estar Social, que administra os subsídios.

“O regime tem muitos problemas, mas é inegável que a assistência social funciona bem”, afirma Mir-Jalili, que diz ter feito 320 mudanças de sexo nos últimos dez anos.

Um dos casos mais recentes operados pelo médico é o de uma professora de primário de 34 anos que de agora em diante se chama Daniel.

Ainda em observação após a retirada dos seios e colocação de prótese peniana, Daniel espera com ansiedade a emissão da nova identidade.

Mas teme voltar para a cidade de interior onde vive. “Meu pai e irmãos não sabem da cirurgia, só contei para a minha mãe e uma irmã.”

Daniel afirma que continuará usando véu na escola em que trabalha enquanto espera ser removido para outra cidade, onde pretende começar do zero a vida como homem, ao lado da namorada.

 

O casal Mahsa –homem que quer fazer a cirurgia de mudança de sexo– e Ahura –mulher que também deseja se submeter à operação– nas ruas de Teerã

PRECONCEITO

O preconceito é queixa unânime dos transexuais no Irã. Roya, 34, não conseguiu emprego desde que tornou-se mulher, há quatro anos.

“Só poderei trabalhar num lugar em que ninguém desconfie do meu passado”, diz a transexual, que voltou a ter voz masculina após interromper o tratamento com hormônios devido às graves perturbações de humor.

Outra transexual chamada Roya, loira artificial de 27 anos carregada de batom rosa choque, diz não precisar trabalhar, pois o marido ganha bem. Mas diz sofrer assédio dos policiais toda vez que é levada para a delegacia.

“Quando percebem que sou transexual, me oferecem dinheiro por sexo. Uma vez o delegado quis transar comigo mesmo sabendo que meu marido me esperava lá fora.”

Todos os transexuais iranianos ouvidos pela Folha, incluindo os que se disseram muçulmanos devotos, relataram problemas com a família. “Rezo todo dia para minha mãe me aceitar e para conseguir o dinheiro da operação”, emociona-se Mahsa, 25, que vive no limbo dos transexuais clinicamente reconhecidos, mas sem condições de arcar com a cirurgia.

Mahsa namora Ahura, 18, na mesma situação. Ele já se considera mulher e anda na parte feminina dos transportes públicos. Ahura não usa véu e tem pelo no rosto de tanto injetar testosterona.

“Há sempre alguém insultando Mahsa quando andamos na rua. Queria partir para cima, mas não tenho força de homem”, diz Ahura, cuja mãe acaba de recuar da decisão de pagar sua cirurgia.

Após várias tentativas de suicídio, Mahsa e Ahura vivem de favor na casa de amigos. Juram não ter vida sexual. “De que jeito? Não reconhecemos nossos órgãos sexuais. Só ficaremos à vontade depois de operados”, diz Mahsa. Ela deseja ter uma vagina criada a partir de um pedaço de intestino, conforme técnica do doutor Mir-Jalili.

Já Ahura quer um formato de pênis que privilegie a sensibilidade em detrimento da forma. Mas o casal foi alertado por amigos sobre a má qualidade das operações iranianas. “Passei por três cirurgias para corrigir a primeira”, diz Roya, a solteira.

Uma transexual operada confidenciou um sentimento amplamente compartilhado em silêncio: “Não teria mutilado meu corpo se a sociedade tivesse me aceitado do jeito que eu nasci”.

*Reportagem: Samy Adghirni, da Folha de São Paulo

Fonte: http://blogentrenos.wordpress.com/2013/01/13/ira-incentiva-troca-de-sexo-para-manter-pais-livre-do-homossexualismo/

 

Combate ao Racismo Ambiental: uma luta justa por justiça ambiental

Por Cristiane Faustino

A efervescência dos debates sobre questões ambientais e riscos humanos, que emerge no contexto da Rio+20, nos impõe o desafio de fortalecer na cena pública as diferentes compreensões e fazeres críticos que põem em evidência as injustiças e violações provocadas pelos modelos econômicos, políticos, sociais e culturais dominantes. Romper com a cultura política elitista de “ocultação” das desigualdades e iniquidades, ainda que gritantes na vida real, é fundamental para a emancipação da humanidade desde o fazer democratizante e comprometido com a construção de modos de vidas sustentáveis, se é assim que se quer chamar o porvir de uma sociedade melhor pra todas as pessoas e grupos sociais.

No Brasil e América Latina o racismo é um dos processos de desigualdades mais reais, porém mais ocultados, especialmente pelos agentes que impõem a todas as pessoas e grupos sociais, seu pensamento, suas decisões, suas armas, suas instituições, seus códigos, suas formas de ver, pensar e construir o mundo. Das invasoras caravanas do século XVI aos sofisticados jatinhos, o rastro desses agentes tem sido a dizimação e escravização dos povos originários e negros, marginalizando e subjugando suas gentes e culturas. A violência da expropriação e escravização, antes argumentada pela superioridade e meritocracia divinizada das culturas brancas, hoje se camufla na falácia da democracia, inclusive a racial, e se justifica pelo decantado discurso do desenvolvimento.

Desenvolvimento focado numa racionalidade que transforma os territórios, os ecossistemas, a biodiversidade, os conhecimentos e os corpos, especialmente os das mulheres, em mercadorias; que explora a força de trabalho alheia e extermina os grupos “desnecessários”. Nessas circunstâncias, a pergunta feita por quem percebe, pensa sobre, ou vivencia as violências desse projeto é: desenvolvimento do que e para quem, “cara pálida”? A resposta a essa questão não pode se furtar de trazer à tona o debate sobre o racismo, que movimentou a expansão capitalista e o enriquecimento das metrópoles européias, assim como a formação das elites e marginalização da população negra e indígenas. Racismo que se refunda e se complexifica no moderno desenvolvimento, acelerado pelas políticas de Estado e dos Governos, pelas oportunidades abertas à iniciativa privada e seus negócios poluentes e “sociodegradantes”. Oportunidades que se concretizam na invasão e sobreexploração de imensos territórios, negação e violação dos direitos dos povos, sobretudo daqueles situados como racial e/ou etnicamente inferiores.

É a partir das ideologias hierarquizantes e discriminatórias – que mesmo se não ditas diretamente, são estruturantes da conformação social, e não podem ser subtratadas na análise e práticas críticas- que se encaminham pelos agentes públicos e privados as decisões sobre as políticas ambientais, a implementação dos projetos da iniciativa privada, as remoções das populações, as ordens de despejos, as fronteiras de expansão dos agro e hidronegócios, a defesa, licenciamento e incentivos às atividades industriais poluentes, as obras de infraestrutura que viabilizam a produção. Enfim, só para citar alguns dos processos que interferem e reconfiguram autoritariamente os territórios, destroem os bens naturais e desalojam as populações que foram historicamente alijadas dos processos políticos e exploradas nos econômicos e que por consequência não têm acesso ao poder de decisão e à proteção contra as atividades degradantes e seus impactos.

Nessa “naturalização” das injustiças e desigualdades, na vida real e cotidiana os contingentes negros urbanos enfrentam os grandes dilemas ambientais nas cidades; as populações quilombolas e povos indígenas têm seus territórios e modos de vida dizimados; os trabalhadores e trabalhadoras das atividades degradadoras são as vítimas das contaminações; as populações pobres, em geral não brancas, são destituídas de seus direitos e/ou morrem nas grandes catástrofes.

Nessa cadeia de tragédias, as mulheres negras e indígenas são mais duramente atingidas, porque têm ainda menos acesso ao poder político e foram (e a grande maioria continua a sê-lo) subordinadas, nas diferentes dimensões da vida. Para essas, o histórico de dominação de seu corpo no estupro colonial e na exploração do seu trabalho, se repagina na vida cotidiana de gestão das ausências e na exploração sexual, como parte das cadeias produtivas que articulam cultura machista e pobreza das mulheres e meninas, e não custa dizer: especialmente as de cor!

As necessidades e privações que foram geradas pela situação de subordinação e de negação históricas são “processadas”, nesse desenvolvimento, não como conseqüências da má distribuição do poder e da riqueza, mas como resultado da própria ausência dos investimentos e modelos da sociedade geradora e consumidora de mercadorias. Nesse contexto, a falsa solução da chamada economia verde, que não rompe um milímetro sequer com os modelos dominantes, é também reflexo do cinismo, da arrogância e prepotência daqueles que sempre estiveram nos lugares de privilégios.

Para nós que vamos construir a Cúpula dos Povos, nos desafia a luta articulada contra o racismo e por justiça ambiental. Uma luta que nos mobilize para desvelar as tramas das desigualdades e visibilizar suas diferentes dimensões, com vistas a fortalecer a capacidade de incidir sobre elas a partir de suas complexidades e da nossa velha e boa capacidade de perceber e se indignar com as opressões.

Fonte: http://racismoambiental.net.br/textos-e-artigos/cristiane-faustino/combate-ao-racismo-ambiental-uma-luta-justa-por-justica-ambiental/

Campanha pela despatologização da transexualidade

Foram realizadas, no último dia 17 de outubro, manifestações em 29 cidades de 17 países, com o objetivo de alertar para a necessidade da retirada do Transtorno de Identidade de Gênero dos manuais internacionais de diagnóstico médico.

As manifestações fazem parte de uma campanha internacional pela despatologização das identidades trans – transexuais e transgêneros – e pela sua retirada dos catálogos internacionais de doenças, como o DSM – Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, publicado pela Associação Psiquiátrica Americana (APA) e o CID – Classificação Internacional de Doenças, da Organização Mundial da Saúde. Ambos os manuais têm previsões para o lançamento de suas versões revistas e atualizadas. A quinta versão do DSM sairá em 2012, enquanto o novo CID deverá sair em 2014. Esses manuais são utilizados como referência para os profissionais da saúde em diversos países, sendo também comumente utilizados no Brasil.

A campanha “Alto a la Patologización Trans 2012” surgiu a partir da iniciativa do Coletivo Manis de Visibilidade Trans, denominado também Existrans, na cidade de Paris. Ao coletivo, posteriormente, juntaram-se algumas organizações da Espanha, todas em defesa da idéia de que a transexualidade não é uma doença. Madrid, Barcelona e Paris foram sede das primeiras manifestações, no ano de 2007.

As principais demandas das cidades participantes da campanha são as seguintes:

– Retirada do Transtorno de Identidade de Gênero dos manuais internacionais de diagnóstico em suas próximas versões – DSM-V e CIE-11.
– Retirada da menção ao sexo dos documentos oficiais.
– Abolição dos tratamentos de normalização binária para pessoas intersexo.
– Livre acesso aos tratamentos hormonais e às cirurgias sem a tutela psiquiátrica.
– Luta contra a transfobia, propiciando a educação e a inserção social e laboral das pessoas trans.

Fonte: http://www.observatoriodegenero.gov.br/menu/noticias/campanha-pela-despatologizacao-da-transexualidade/

Comunidades isoladas ganham título de remanescentes quilombolas no AP

Lugarejos já estão na lista de comunidades da Fundação Palmares.
No Amapá, são 31 comunidades catalogadas.

Comunidade São José, no município de Laranjal do Jari (Foto: Gabriel Penha/G1)

Amapá ganhou mais três comunidades reconhecidas pelo governo federal como remanescentes quilombolas depois de uma tramitação de quase dois anos em Brasília (DF). O Diário Oficial da União (DOU) de 24 de maio de 2013 e a Fundação Cultural Palmares já publicaram a certificação de Tapereira, no município de Vitória do Jari, São José, no município de Laranjal do Jari e Conceição do Maracá, que engloba também as vilas de Mari, Joaquina, Fortaleza e Laranjal do Maracá, no município de Mazagão.

Em comum, além da descendência africana, as comunidades sofrem com o isolamento e ausência do poder público. Em algumas comunidades não há nem energia elétrica. Agora, com o reconhecimento oficial, a perspectiva é de que essa realidade comece a mudar. Tudo começou há quase dois anos, quando as comunidades formaram associações.

As entidades jurídicas são um reforço e o passaporte para que essas regiões sejam assistidas por programas e políticas federais, como é caso do Minha Casa Minha Vida Quilombola, Brasil Quilombola e Estatuto da Igualdade Racial.

“Foi um processo longo. Essas comunidades precisavam se organizar para poder o governo federal saber que elas existem. A partir dessa certificação, ficam igualadas às comunidades quilombolas ditas urbanas. O diferencial é que são lugares que vivem em extrema vulnerabilidade social”, argumenta João Ataíde, chefe de gabinete da Secretaria Extraordinária de Políticas para Afrodescedentes (Seafro) e especialista em cultura e história afro-brasileira.

A Seafro monitora, há mais de dois anos, a formação de associações e a tramitação de processos de reconhecimento pela Fundação Palmares. No Amapá, são 31 comunidades catalogadas, sendo 28 esperando parecer e a titulação. Curiaú, Mel da Pedreira e Conceição do Macacoari já receberam a titulação.

G1 mostra como vivem os habitantes das comunidades recém-certificadas:

Tapereira, um vilarejo no extremo sul
Chegar à comunidade de Tapereira requer uma verdadeira odisseia, dada a dificuldade de acesso à região: são necessárias pelo menos duas horas de viagem pela estrada que dá acesso à comunidade de Aterro do Muriacá; de lá, ainda é preciso enfrentar mais duas horas e meia de voadeira, passando por diversos outros lugarejos. Tapereira fica na divisa entre Vitória, Laranjal do Jari e Mazagão.

Benedito Tavares, 79 anos, é o mais antigo de Tapereira (Foto: Gabriel Penha/G1)

Segundo relata o morador mais antigo do lugarejo, Benedito Flexa Tavares, 79, a vila é uma herança deixada pelo avô há pelo menos duzentos anos. “Meu avô era africano. Sou neto de africano. Ele veio da região do Maracá [em Mazagão]”, relata. Benedito conta ainda que o lugar foi desenvolvido pelo pai, que se chamava Alexandre Vaz Tavares. “Perdi meu pai quando ainda era garoto. De la para cá, a responsabilidade de desenvolver a vila ficou comigo”, recorda. Ali, criou os filhos, netos e bisnetos e sonha que as novas gerações tenham, as oprtunidades que nunca teve na juventude.

Em Tapereira vivem cerca de 20 famílias – aproximadamente 150 pessoas. De acordo com o líder comunitário Manoel Domingos Lopes, entre as maiores dificuldades enfrentadas pelos moradores está a falta do acesso à saúde pública (não há posto de saúde) e à comunicação. “Vivemos num grande isolamento. Nossa vila parece ter sido esquecida no tempo”, argumenta Lopes. Na região, de acordo com dados da Secretaria Municipal de Educação de Vitória do Jari, o ensino vai até à 4ª série do ensino fundamental e o índice de analfabetismo entre os mais velhos é grande.

Perto da vila, há um campo onde os moradores encontraram peças de barro que lembram pedaços das urnas funerárias da cultura Maracá. Segundo eles, lá pode existir um sítio arqueológico. “Acreditamos que no lugar possam ter morado pessoas há muito tempo. Ninguém do Estado nunca veio conferir para tentar comprovar”, diz o morador Josué Flexa, de 33 anos.

São José: uma vila às margens do rio Jari
A comunidade de São José está localizada às margens do rio Jari e fica pertinho de um dos cartões postais mais conhecidos da região sul do Amapá: a Cachoeira de Santo Antônio.

Benedito Ferreira Dutra, 57, diz que a vida na região de São José é de dificuldades (Foto: Gabriel Penha/G1)

Fundada há mais de 60 anos, é outro lugar que parece ter parado no tempo. O local foi impactado pela construção de uma barragem na região. Ali, vivem cerca de 13 famílias, sem acesso a cuidados básicos de saúde e com baixo índice de educação – a maior escolaridade registrada foi a 8ª série do Ensino Fundamental.

Um dos moradores mais antigos da região, Benedito Ferreira Dutra, 57, diz que a vida na região é de dificuldades. “Temos que ir a Laranjal de barco para fazer feira. Aqui, vivemos de pesca e agricultura. São dias difíceis”, relata. Na casa de seu Benedito, vivem ele, a mulher, seis filhos e netos.

Conceição do Maracá e o território quilombola
A vila de Conceição do Igarapé do Lago do Maracá, que engloba também as vilas de Mari, Joaquina, Fortaleza e Laranjal do Maracá integram o primeiro Território Quilombola do Amapá. Esses vilarejos ficam na isolada região do Maracá, no município de Mazagão. Conceição é um vilarejo situado em um ramal de cerca de 14 quilômetros, na altura do Km 150 do eixo Sul da BR-156 (Macapá-Laranjal do Jari). De carro, é possível ir apenas até a esse ponto da região do Maracá.

“Esperamos que, com esse reconhecimento, União, Estado e Município comecem a olhar e fazer alguma coisa para melhorar a vida em nossas comunidades”, discursa dona Maria Divina de Jesus, de 81 anos, umas das moradoras mais antigas de Conceição do Igarapé do Lago do Maracá.

Aos 59 anos de idade, seu Anastácio Trindade de Sousa é uma espécie de liderança comunitária do lugar. Ele relata que, hoje, a região precisa começar a sair do isolamento, mas ainda há muito a se fazer para que isso aconteça. “O Poder Público tem pouca presença aqui. Nossa esperança é que nosso lugar se desenvolva, para que nossos filhos não precisem mais sair daqui e tentar dias melhores na cidade”, afirma.

Moradores de Conceição do Maracá utilizam energia solar (Foto: Gabriel Penha/G1)

Em Conceição do Igarapé do Lago do Maracá, energia elétrica somente com um pequeno gerador, que funciona das 18h30 às 22h30. O grande sonho é a energia 24 horas chegando para os moradores. “Dá para assistir ao jornal e à novela das nove”, brinca dona Divaneide Trindade, sobre a energia com hora contada.

A renda tem como base os programas sociais do governo, mas a agricultura e a pesca começam a se desenvolver, mesmo que de maneira bastante tímida. Na cultura, o ponto forte é a celebração da festa de Nossa Senhora da Conceição, em dezembro – com a realização de folias, como acontece em outras comunidades de Mazagão.

Moradores da comunidade de Mari, em Mazagão ainda vivem como na metade do século passado (Foto: Gabriel Penha/G1)

Mari: desafio é desenvolver a educação

Saindo de Conceição, é necessário pegar uma embarcação a motor e seguir para a pequena comunidade de Mari. O percurso fluvial pelo Rio Maracá dura cerca de uma hora, mas não se trata de uma navegação tranquila: é preciso enfrentar a obstrução dos igarapés pelos juncos, que formam obstáculos naturais que à noite representam grande perigo.

Em Mari vivem cerca de 30 famílias, uma média de 100 pessoas, divididas em pequenas casas às margens do rio. Na economia, o destaque é para o extrativismo da castanha-do-brasil.

Joaquina e Fortaleza: nem a energia chegou
Uma hora e meia de viagem de barco rabeta para chegar até a pequena comunidade de Joaquina, onde vive uma média de 15 famílias – cerca de 70 pessoas. Numa pequena capela, o culto a São Thomé, padroeiro celebrado e festejado na região.

Em Joaquina, o isolamento e falta de infraestrutura são ainda maiores. Nem motor de energia existe. A alimentação é à base da caça e da pesca e os moradores ganham um pouquinho de dinheiro com a ainda tímida produção de farinha de mandioca e coleta de castanhas e produtos naturais.

Do outro lado do Rio Maracá, a comunidade de Fortaleza, onde encontramos o morador Antônio Viana, de 49 anos, conhecido como “Cachimbo”. Numa casa ribeirinha, vivem apenas ele e a mãe, dona Luiza Gonzaga Alvina, de 88 anos. Experiente mateiro, Antônio nos mostra uma pequena trilha. “Aqui, quando criança, achávamos vários objetos antigos, não sabíamos o que era”, conta.

Laranjal do Maracá: uma vila à margem da BR
A comunidade de Laranjal do Maracá, está situada às margens do eixo Sul da BR-156, na altura do Km 180. Na localidade vivem cerca de 40 famílias, em casas espalhadas ao longo do entorno da estrada.

A energia elétrica também é o grande gargalo desses moradores, que vivem basicamente da agricultura e do extrativismo. Na religião, a santa cultuada é Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. A educação é oferecida em nível fundamental, em duas escolas, uma estadual e outra do município.

Fonte: http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2013/06/comunidades-isoladas-ganham-titulo-de-remanescentes-quilombolas-no-ap.html

 

Concurso de Ensaios – Educação e relações étnico raciais nos intérpretes do Brasil

Atualmente a discussão sobre as relações étnico-raciais e seus desdobramentos no campo educacional mobilizam um conjunto expressivo de movimentos sociais. Não menos importante são, também, os diversos olhares que o mundo acadêmico lança sobre o fenômeno buscando tanto a sua compreensão quanto a produção de abordagens teóricas e metodológicas que instaurem novos padrões de relações da escola com o pertencimento étnico-racial dos sujeitos escolares.

No entanto, as questões étnico-raciais tensionam a educação e, mais especificamente, a escola, desde que as primeiras instituições educativas foram organizadas em terras “brasileiras”. Sobre isso muito já se escreveu e praticamente nenhuma interpretação do Brasil esteve – ou está – alheia à questão.

Para ajudar na compreensão e na divulgação das abordagens e das tradições de compreensão do tema no pensamento social brasileiro, bem como para contribuir para a o estabelecimento de políticas públicas fundadas no respeito e na valorização da diversidade étnico-racial, o projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822/2022 e a Editora Mazza lançam o concurso nacional sobre o tema Educação e relações étnico-raciais nos intérpretes do Brasil.

O Concurso visa premiar os dois melhores ensaios escritos sobre a temática com os valores de R$ 3.000,00 e R$ 2.000,00, respectivamente, para o primeiro e o segundo lugares. Além da premiação em dinheiro os/as Autores/as terão assegurada a publicação de seus textos pela Editora Mazza na Série Ensaios da Coleção Pensar a Educação Pensar o Brasil. Poderão participar do concurso pessoas físicas com ensaio inédito, ou seja, que não tenha sido publicado previamente em revistas, livros ou qualquer meio eletrônico. As inscrições estarão abertas do dia 1º de julho a 15 de setembro de 2013 e, para participar, o/a candidato/a deve preencher a ficha de inscrição disponível na página do projeto e enviar, junto com 5(cinco) vias do trabalho e demais documentos estabelecidos no Edital, para o endereço da Editora. Os resultados serão divulgados na edição do Programa de Rádio Pensar a Educação Pensar o Brasil (na Rádio UFMG Educativa, 104,5 FM) no dia 15 de novembro de 2013 e serão publicados nos sites do Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil e da Mazza Edições. Para mais informações, confira o edital completo no site http://www.fae.ufmg.br/pensaraeducacao ou escreva para pensar@ufmg.br.

Prof. Luciano Mendes de Faria Filho
Faculdade de Educação da UFMG
Centro de Estudos e Pesquisas em História da Educação
Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822/2022.
Av. Antônio Carlos, 6627
31270 901 Belo Horizonte- MG
Fone: 55 31 3409 6167
www.fae.ufmg.br/gephe

Fonte: http://www.geledes.org.br/areas-de-atuacao/questao-racial/afrobrasileiros-e-suas-lutas/19224-concurso-de-ensaios-educacao-e-relacoes-etnico-raciais-nos-interpretes-do-brasil