Palestra sobre Aborto e Estatuto do Nascituro com Lola Aronovich

Na última sexta-feira, 16 de agosto, o Diretório Central dos Estudantes (DCE), com apoio do nosso projeto de extensão Diversidades em Performances, a Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) e a Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Políticas Afirmativas (PROAP) – todos vinculados à Universidade Federal do ABC (UFABC) – trouxeram à nossa universidade a blogueira feminista e professora de línguas estrangeiras da Universidade Federal do Ceará (UFC) para falar sobre o aborto e o Estatuto do Nascituro, dois temas muito importantes e polêmicos de nossos dias recentes.

A palestra foi um sucesso. Auditório cheio com muitas pessoas interessadas e participativas. O DCE, em nome das organizadoras do evento -Amanda Faria Lima, Danielle Bandeira (também extensionista do Diversidades em Performances) e Luiza Nunes de Freitas – agradecem a participação e apoio de todas as pessoas que estiveram envolvidas de alguma forma nesse evento, principalmente à Lola, que aceitou nosso convite com muito carinho. Muito obrigada!

2013-08-16 17.01.08 2013-08-16 17.02.11 2013-08-16 17.00.29 2013-08-16 17.00.57 2013-08-16 17.20.20 2013-08-16 17.01.42 2013-08-16 17.01.58 2013-08-16 17.19.45 2013-08-16 17.39.15 2013-08-16-2675[1] 2013-08-16-2672[1] 2013-08-16-2671[1] 2013-08-16-2674[1] 2013-08-16-2670[1] 2013-08-16-2669[1]

Luiza de Freitas Nunes, Lola Aronovich e Danielle Bandeira.
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Cartaz do evento
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XIII Semana de Ciências Sociais

Encruzilhadas da Democracia / 02 a 06 de Setembro de 2013
As recentes mobilizações que paralisaram diversas capitais brasileiras além de cidades de médio e grande porte no interior coloca o Cientista Social na cena nacional dos debates. O Cientista Social não se limita a relatar os fatos, mas interpretá-los. Com base em múltiplas referências teóricas e metodológicas, o Cientista Social direciona para uma reflexão que aponta para inúmeras e possíveis linhas explicativas.  O tema proposto para a XIII Semana de Ciências Sociais, Encruzilhadas da democracia, provoca a nossa potência para o conhecimento de acontecimentos históricos que irrompem e colocam em cena forças, agentes, movimentos coletivos e linhas de ação inéditas. Inúmeras têm sido as modalidades de atuação democrática, algumas de difícil enquadramento ou controle por formas tradicionais de exercício da política. A fortuna do termo encruzilhada advém da impossibilidade de adoção de uma única via de saída, mas aponta para a invenção de novas possibilidades da política, de cultura e de sociedades que não sejam a repetição do mesmo.

Propomos nesta XIII Semana de Ciências Sociais a apresentação das várias áreas que compõem o nosso curso, as linhas de pesquisa que desenvolvemos para enfrentar os problemas do tempo presente e a singularidade do Curso de Ciências Sociais da PUC-SP que, desde a década de 1960, vem formando cientistas sociais de reconhecida qualidade requeridos pelos institutos de pesquisa, centros culturais, ONGS, instituições de ensino e órgãos públicos. Destacamos neste ano de 2013 os 40 anos do Programa de Pós-graduação, doutorado e mestrado, em Ciências Sociais da PUC-SP que no seu pioneirismo e qualidade – reconhecida pela CAPES de nível ótimo – forma docentes e pesquisadores para as principais universidades brasileiras.

Baixe aqui a programação

Programação

02/09
9h às 12h – Local: Auditório 117 A

ABERTURA

Encruzilhadas da democracia
Profº Dr. Miguel Chaia
Profº Dra.Carla Garcia
Profº Dra. Eliane Gouveia
14h às 17h

40 anos
Pós-Graduação de Ciências Sociais.
Relatos  dos protagonistas com destaque para os coordenadores.
Feira de Livros do CACS (acervo antropofágico)
17h30 às 19h
MINI CURSO (inscrições pelo e-mail miniencruzilhadasdademocracia@gmail.com)
1. Mídias Digitais e Democracia
Profª Dra. Rosemary Segurado e Profª Dra. Eva Campos Domingues
2. A Atualidade de  O Príncipe de Maquiavel
Profº Dr. Edison Nunes
3. Trabalho na contemporaneidade
Profª Dra. Noêmia Lazzareschi
18h30 às 19h30 – Local: Saguão do Tucarena

Lançamento da Revista Polichinello
 nº 14 e do Livro FAVOS de Arturo Gamero.  Editora Lumme
Exposição “Estamos todos Presos” (org. Profª Dra.  Dorotheia Passetti)
20h às 22h30 – Local: Saguão do Tucarena

Aula Teatro: Limiares da Liberdade 
Nucleo de Sociabilidade Libertária (Nu-sol)
03/09
9h às 12h – Local: Auditório 117 A
MESA
Condições de vida, direitos e violências: povos indígenas no Brasil contemporâneo
Profª Dra. Lucia Helena Rangel (coord)
Profº Dr. Rinaldo Arruda
Profº Dr. Benedito Prezia
Profª Vilma Bokany
14h às 17h
Sessão coordenada de Iniciação Científica e TCC (as inscrições dos trabalhos devem ser realizadas até 19 de agosto pelo e-mail encruzilhadasdademocracia@gmail.com) Para a inscrição: Título, autor e um resumo de 10 linhas.
17h30 às 19h
MINI CURSO (inscrições pelo e-mail miniencruzilhadasdademocracia@gmail.com)
1. Mídias Digitais  e Democracia
Profª Dra. Rosemary Segurado e Profª Dra. Eva Campos Domingues
2. A Atualidade de O Príncipe de Maquiavel
Profº Dr. Edison Nunes
3. Trabalho na contemporaneidade
Profª Dra. Noêmia Lazzareschi
20h às 22h30 – Local: Auditório 117A


O racismo e as políticas públicas
Profª Dra. Teresinha Bernardo
Profº Dra. Maria Nilza da Silva
Regimeire Maciel (doutoranda PUCSP) 

04/09
9h às 12h – Local: Auditório 117 A
MESA
Cidades: sociabilidades e movimentos sociais atuais
Profª Dra. Lucia Bógus (coord)
Profª Dra. Marisa do Espírito Santo Borin
Profª Dulce Maria Tourinho Baptista
Profª Dra. Maria da Glória Cohn
14h às 17h
GRUPO DE TRABALHO
1. Arte, Mídia e Política. Profº Dr.Rafael Araujo (coord)
2. Ideologias e lutas sociais – Profº Dr. Lucio Flávio Almeida (coord.)
3. Manifestações culturais Afro- Brasileiras e Racismo. – Joanice Conceição e Janaína de Fiqueiredo (coords)
4. O Mundo do Trabalho na Contemporaneidade: Globalização da Produção, Reestrutura-ção Produtiva, Emprego e Tempo Livre – Profª Dra. Noêmia Lazzareschi
5.Religião:  Múltiplas Fronteiras-Dra. Eliane Hojaij Gouveia – Prof.Dr. Edin Abumanssur (coordenadores)
6.Meio Ambiente e sociedade. Profª Dr. Marijane Lisboa (coordenadora)
17h30 às 19h
MINI CURSO (inscrições pelo e-mail: miniencruzilhadasdademocracia@gmail.com)
1. Mídias Digitais e Democracia
Profª Dra. Rosemary Segurado e Profª Dra. Eva Campos Domingues
2. A Atualidade de O Príncipe de Maquiavel
Profº Dr. Edison Nunes
3. Trabalho na contemporaneidade
Profª Dra. Noêmia Lazzareschi
20h às 22h30 – Local: Auditório 117A
MESA
Trajetórias profissionais dos egressos do curso de Ciências Sociais da PUC-SP: Dilemas e Desafios.
Profª Dra. Matilde Melo(coord.)

05/09
9h às 12h – Local: Auditório 117 A

MESA
O Poder Judiciário no Brasil: atribuições e limites
Profª Dra. Vera Chaia (coord.)
Profª Dra. Maria Teresa Sadek (USP)
Frederico Vasconcelos (FSP)
Profª Flavia Piovesan (PUC/SP)

14h às 17h

GRUPO DE TRABALHO
1. Arte, Mídia e Política. Profº Dr.Rafael Araujo (coord)
2. Velhice, Velhices: imagens e representações – Profª Dra.  Leila da Silva Blass (coord)
3. Ideologias e lutas sociais – Profº Dr. Lucio Flávio Almeida (coord.)
4. Manifestações culturais Afro- Brasileiras e Racismo. – Joanice Conceição e Janaína de Fiqueiredo (coords)
5. O Mundo do Trabalho na Contemporaneidade: Globalização da Produção, Reestrutura-ção Produtiva, Emprego e Tempo Livre – Profª Dra. Noêmia Lazzareschi.
6.Religião:  Múltiplas Fronteiras – Dra. Eliane Hojaij Gouveia –Prof.Dr. Edin Abumanssur (coordenadores)
7.Meio Ambiente e sociedade. Profª Dr. Marijane Lisboa (coordenadora)
17h30 às 19h – Local: Museu da Cultura
Conversa com os Editores das Revistas da PUCSP
Exposição das Revistas
Profª Dra. Dorothea Passetti (organizadora)
20h às 22h30 – Local: Auditório 117 A
MESA
Manifestações de junho: revoltas, insurreições?
Profª Dr. Leila da Silva Blass
Profº Dr. Edson Passetti
Profº Dr. Peter Pal Pélbart
06/09

9h às 12h – Local: Auditório 117 A

MESA
Megaprotesto e copa do mundo: ressignificando o evento
Profº Dr. José Paulo Florenzano (coord.)
Profº Dr. Marcelo Ridenti (Unicamp)
Profª Dra. Mônica Carvalho
Profº Acácio Augusto
 

14h às 17h

GRUPO DE TRABALHO 
1. Arte, Mídia e Política. Profº Dr.Rafael Araujo (coord)
2. Velhice, Velhices: imagens e  representações – Profª Dra. Leila da Silva Blass (coord)
3. Ideologias e lutas sociais Profº Dr. Lucio Flávio Almeida (coord.)
4. Manifesta-ções culturais Afro- Brasileiras e Racismo.Joanice Conceição e Janaína de Fiqueiredo (coords)
5. O Mundo do Trabalho na Contemporaneidade: Globalização da Produção, Reestrutura-ção Produtiva, Emprego e Tempo Livre – Profª Dra. Noêmia Lazzareschi
17h30 às 19h

Performance e Leitura dramática.
Talita Vinagre, Joana Egypto e Judson Cabral
20h às 22h30 – Local: Auditório 117A
MESA
Classes Populares, política e Ideologia na América Latina. Profº Dr. Lucio Flávio Almeida (coord.)
Angélica Lovatto. Política e ideologia no pré-1964: os Cadernos do Povo Brasileiro.
Eliel Ribeiro Machado. Contribuições de Nicos Poulantzas para a análise dos movimentos sociais na América Latina.
Ramon Casas Vilarino. Imperialismos e Antiimperialismos na América Latina no Pós-Guerra Fria.
 
Comissão organizadora:
Silvana Tótora (coordenação)
José Paulo Florenzano (vice-coordenação)
Wander Wilson (mestrando PUC-SP)
Natasha Bachini (mestre pesquisadora NEAMP)
Cauê Ameni(Ciências Sociais PUCSP)
Douglas Meira Ferreira (Ciências Sociais PUC-SP
Eduardo Elias Gottib (Ciências Sociais PUC-SP)
Erika Rosenfeld Bayer Matias (Ciências Sociais PUC-SP)
Gustavo Guedes Brigante (Ciências Sociais PUC-SP)
Thiago Michelucci (Ciências Sociais PUC-SP)
Vitor Amaral Osório (Ciências Sociais PUC-SP)
Carolina Mandu (Ciências Sociais PUC-SP)
Faculdade de Ciências Sociais PUC-SP
Curso: Ciências Sociais
Tels: 3670 8337/8336
Serão fornecidos certificados para participantes e para os mini-cursos

Curso “Movimentos Corpóreos em Cena” na UFABC

Dica quente, pessoal!

A pesquisadora e atriz Patrícia Rita ministrará, a partir do dia 24 de agosto, o curso Movimentos Corpóreos em Cena – baseado em antropologia teatral – no campus Santo André da Universidade Federal do ABC (UFABC).

O objetivo central desta oficina é sensibilizar seus participantes através da criação artística sobre suas identidades, memórias e origens, bem como ao meio em que estes estão inseridos; colocando em cheque concepções tradicionais de relações entre arte, ciência e tecnologia no contexto contemporâneo na busca das ligações entre estética e política, principalmente às novas tecnologias de informação e comunicação.

O curso será dividido em 10 aulas, que vão até o mês de novembro, e ocorrerá das 13h às 15h, no 7º andar da Torre 3 do Bloco A. É aberto ao público a partir de 16 anos, e as vagas são limitadas.

Por isso, corram para se inscrever através do site do projeto: http://projetocorpopoetico.wordpress.com/

9º Encontro Internacional da MMM

Feminismo em marcha para mudar o mundo!

25 a 31 de agosto de 2013 – Memorial da América Latina São Paulo

Entre os dias 25 e 31 de agosto de 2013, o Brasil sedia pela primeira vez um Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres. O Encontro vai reunir ativistas feministas dos cinco continentes do mundo e de todas as regiões do Brasil. São esperadas 1600 mulheres para participar durante todos os dias do Encontro, que acontece no Memorial da América Latina, em São Paulo. Após uma intensa semana de debates, oficinas e atividades culturais, as mulheres realizam uma grande mobilização nas ruas da capital paulista, no dia 31 de agosto. Saiba mais aqui.

Atenção para as orientações para se inscrever:

1. Preencha a ficha de inscrição diretamente neste formulário: http://bit.do/9encontroMMM .

2. A ficha deve ser preenchida até o dia 11 de agosto de 2013. É fundamental respeitar esta data limite para que possamos calcular a infra-estrutura de alojamento e alimentação adequadas.

3. A ficha de inscrição deve ser preenchida por todas as participantes do 9º Encontro Internacional da Marcha Mundial das Mulheres.

4. Caso você DESISTA ou fique impossibilitada de participar do Encontro, deve cancelar sua inscrição enviando e-mail para: encontrommm2013@gmail.com – Não haverá devolução do valor pago na inscrição.

5. Como parte da nossa auto-sustentação, faremos um fundo de solidariedade que ajudará a cobrir parte dos custos de alimentação e infra-estrutura do Encontro. Para tanto, será solicitado às delegações nacionais e internacionais uma contribuição econômica, na forma de taxa de inscrição. Sabendo das diferentes condições e custos de deslocamento de cada estado até São Paulo, sugerimos as seguintes faixas de valor:

Participantes vindas de São Paulo capital e região metropolitana: R$ 60,00

Participantes vindas do interior de SP e estados da região Sul e Sudeste: 40,00

Participantes vindas do Centro-Oeste, Norte e Nordeste: 20,00

Contribuição solidária e voluntária: R$100,00

O pagamento da inscrição garante a alimentação durante todo o Encontro.

A participante deve apresentar o comprovante de depósito no credenciamento do Encontro. 

CONTA
Banco Itaú
Agência: 0444
Conta corrente: 64087-4
Titular: SOF Serviço de Orientação da Família
CNPJ 60.396.793/0001-31

Saudações feministas!

Marcha Mundial das Mulheres

Fonte: http://marchamulheres.wordpress.com/2013/08/02/inscreva-se-aqui-para-o-9o-encontro-internacional-da-mmm/

Irã incentiva troca de sexo para manter país ‘livre do homossexualismo’

Ahura (à esq.) olha para a amiga Ramesh (ao centro) que dança ao som de Rihanna

Quando criança, Sara preferia jogar futebol com os meninos a brincar de boneca. Mocinha, ela passou a sofrer todo dia por ter que usar véu e roupas femininas.

Hoje com 17 anos, Sara diz ter certeza de que nasceu com o sexo errado. Se conseguir convencer as autoridades, ela ganhará permissão e subsídio para ser operada e adotar uma nova identidade, com nome masculino.

A República Islâmica do Irã abençoa e incentiva operações de troca de sexo, em nome de uma política que considera todo cidadão não heterossexual como espírito nascido no corpo errado.

O casal Mahsa (à esq.) e Ahura (à dir.) observam uma vitrine em Teerã. Ambos têm permissão para fazer a cirurgia de mudança de sexo

Com ao menos 50 cirurgias por ano, o país é recordista mundial em mudança de sexo, após a Tailândia.

Oficialmente, gays não existem no país. Ficou famosa a frase do presidente Mahmoud Ahmadinejad dita a uma plateia de estudantes nos EUA em 2007, de que “não há homossexuais no Irã”. A homossexualidade nem consta da lei. Mas sodomia é passível de execução.

O casal Mahsa –homem que quer fazer a cirurgia de mudança de sexo– e Ahura –mulher que também deseja se submeter à operação– em uma cafeteria em Teerã

Transexuais no Irã

Já transexuais, aos olhos dessa mesma lei, são heterossexuais vítimas de uma doença curável mediante cirurgia.

Essa visão partiu do próprio fundador da república islâmica, aiatolá Ruhollah Khomeini, que emitiu em 1984 um decreto tornando o procedimento lícito.

Khomeini comoveu-se com o caso de Feyreddun Molkara, um devoto xiita que o convencera de que era mulher presa em corpo de homem.

A bênção aos transexuais continuou após a morte de Khomeini, em 1989, apesar da objeção de alguns clérigos.

Prevaleceu a corrente que defende a mudança de sexo como prova de que o islã xiita, dominante no Irã, capta melhor a mensagem divina.

“Sunitas dizem que é mexer com a criação divina. […] Mas ninguém está mudando o atributo na natureza criada por Deus. O humano continua humano”, escreveu o clérigo Mohammad Mehdi Kariminia, simpatizante dos transexuais. “Trata-se apenas de sintonizar corpo e mente.”

Mahsa (ao centro) viaja em ônibus no setor reservado às mulheres, no Irã. Embora tenha a permissão para se submeter à cirurgia de mudança de sexo, Mahsa não tem dinheiro para arcar com os custos da operação

SUBSÍDIO

No início dos anos 2000, o Estado passou a subsidiar um terço do valor total das operações, que variam entre US$ 8 mil e US$ 10 mil.

A adolescente Sara quer candidatar-se a esse benefício. Ela deu o primeiro passo rumo ao sonho de virar homem numa manhã recente, ao apresentar-se de tênis e calça baggy numa clínica de Teerã credenciada para atender transexuais.

Nervosa e agitada na sala de espera, ela não quis falar com a Folha. A avó, que a criou desde a separação dos pais, a acompanhava.

“Ela nunca rezou, mas fez promessa de cumprir com as orações para o resto da vida, caso consiga ser operada”, disse a avó, após Sara entrar na sala do cirurgião Bahram Mir-Jalili, pioneiro no Irã.

Formado na França, Mir-Jalili afirma que candidatos à operação passam por reiteradas sessões com médico, psicólogo e psiquiatra antes da elaboração de um parecer.

“O processo leva meses até descartar casos como esquizofrenia e selecionar apenas pessoas com transtorno profundo de identidade de gênero”, diz o médico. Ele avalia em 40 mil o número de transexuais iranianos, diagnosticados ou não.

À comprovação clínica sucede o trâmite jurídico. Se declarada transexual, Sara deverá apresentar-se a um juiz, que validará ou não o parecer, após nova avaliação por médicos legistas.

Confirmado o laudo, ela poderá acionar a Organização do Bem-Estar Social, que administra os subsídios.

“O regime tem muitos problemas, mas é inegável que a assistência social funciona bem”, afirma Mir-Jalili, que diz ter feito 320 mudanças de sexo nos últimos dez anos.

Um dos casos mais recentes operados pelo médico é o de uma professora de primário de 34 anos que de agora em diante se chama Daniel.

Ainda em observação após a retirada dos seios e colocação de prótese peniana, Daniel espera com ansiedade a emissão da nova identidade.

Mas teme voltar para a cidade de interior onde vive. “Meu pai e irmãos não sabem da cirurgia, só contei para a minha mãe e uma irmã.”

Daniel afirma que continuará usando véu na escola em que trabalha enquanto espera ser removido para outra cidade, onde pretende começar do zero a vida como homem, ao lado da namorada.

 

O casal Mahsa –homem que quer fazer a cirurgia de mudança de sexo– e Ahura –mulher que também deseja se submeter à operação– nas ruas de Teerã

PRECONCEITO

O preconceito é queixa unânime dos transexuais no Irã. Roya, 34, não conseguiu emprego desde que tornou-se mulher, há quatro anos.

“Só poderei trabalhar num lugar em que ninguém desconfie do meu passado”, diz a transexual, que voltou a ter voz masculina após interromper o tratamento com hormônios devido às graves perturbações de humor.

Outra transexual chamada Roya, loira artificial de 27 anos carregada de batom rosa choque, diz não precisar trabalhar, pois o marido ganha bem. Mas diz sofrer assédio dos policiais toda vez que é levada para a delegacia.

“Quando percebem que sou transexual, me oferecem dinheiro por sexo. Uma vez o delegado quis transar comigo mesmo sabendo que meu marido me esperava lá fora.”

Todos os transexuais iranianos ouvidos pela Folha, incluindo os que se disseram muçulmanos devotos, relataram problemas com a família. “Rezo todo dia para minha mãe me aceitar e para conseguir o dinheiro da operação”, emociona-se Mahsa, 25, que vive no limbo dos transexuais clinicamente reconhecidos, mas sem condições de arcar com a cirurgia.

Mahsa namora Ahura, 18, na mesma situação. Ele já se considera mulher e anda na parte feminina dos transportes públicos. Ahura não usa véu e tem pelo no rosto de tanto injetar testosterona.

“Há sempre alguém insultando Mahsa quando andamos na rua. Queria partir para cima, mas não tenho força de homem”, diz Ahura, cuja mãe acaba de recuar da decisão de pagar sua cirurgia.

Após várias tentativas de suicídio, Mahsa e Ahura vivem de favor na casa de amigos. Juram não ter vida sexual. “De que jeito? Não reconhecemos nossos órgãos sexuais. Só ficaremos à vontade depois de operados”, diz Mahsa. Ela deseja ter uma vagina criada a partir de um pedaço de intestino, conforme técnica do doutor Mir-Jalili.

Já Ahura quer um formato de pênis que privilegie a sensibilidade em detrimento da forma. Mas o casal foi alertado por amigos sobre a má qualidade das operações iranianas. “Passei por três cirurgias para corrigir a primeira”, diz Roya, a solteira.

Uma transexual operada confidenciou um sentimento amplamente compartilhado em silêncio: “Não teria mutilado meu corpo se a sociedade tivesse me aceitado do jeito que eu nasci”.

*Reportagem: Samy Adghirni, da Folha de São Paulo

Fonte: http://blogentrenos.wordpress.com/2013/01/13/ira-incentiva-troca-de-sexo-para-manter-pais-livre-do-homossexualismo/

 

Ossos de indígenas encontrados no Tocantins revelam ritual pós-morte

Depois da decomposição, ossos eram lavados para ficarem ‘purificados’. Urnas foram achadas em lugar que está inundado por usina hidrelétrica.

A antropóloga física Eugênia Cunha dando consultoria sobre análise de ossos. (Foto: Vivianni Asevedo/Ascom NUTA)

O Núcleo Tocantinense de Arqueologia (NUTA) da Fundação Universidade doTocantins(Unitins) está analisando oito restos de esqueletos encontrados na Ilha dos Campos, em 2002, próxima ao rio Tocantins, entre os municípios de Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA). Os restos, que provavelmente são de índios guaranis, estavam dentro de urnas – com formato oval e feitas de cerâmicas – no sítio abrigo Santa Helena (uma espécie de caverna formada por paredões rochosos, lugar que foi submerso depois da construção da Usina Hidrelétrica de Estreito).

A antropóloga física Eugênia Cunha, presidente da Sociedade Europeia de Antropologia Forense e coordenadora do Mestrado em Evolução e Biologia Humana da Faculdade de Coimbra, Portugal, esteve em Palmas no mês de junho para ajudar na análise dos esqueletos. Segundo ela, as formas como os corpos foram guardados revelam um ritual pós-morte bastante peculiar. Os enterramentos eram chamados de secundários. Os indígenas, primeiramente faziam o enterro superficial. Depois que a carne havia se decomposto, eles tiravam os ossos, lavavam e depois os colocavam em urnas. “Um prova de que o povo se preocupava com a morte e com seus familiares”, segundo a antropóloga.

Restos de 3 crianças indígenas encontrados em uma só urna. (Foto: Vivianni Asevedo/Ascom NUTA)

Foram encontradas quatro urnas, em uma delas tinham três esqueletos – um bebê de seis meses, o outro de três anos e o terceiro de sete anos. Segundo a antropóloga física, o fato de ter três restos guardados em uma só urna pode significar o grau de parentesco entre os mortos. Junto a um dos esqueletos foi encontrado um objeto, chamado de tembetá, que era um adorno utilizado nos rituais de passagem, para perfurar o queixo do indígena, que ao fazer 13 anos, passava da infância para a fase adulta, quando ele já poderia constituir família.

A etnia guarani não é originária do Tocantins. Mas, eles são povos semi nômades. De acordo com Ivan Guarani, 43 anos, integrante do movimento indígena no estado e estudante de direito na Universidade Federal do Tocantins, este ritual foi perdido no tempo, pela inserção de outras culturas e pela falta de terra.

A lavagem dos ossos, na verdade, significa purificação, segundo Ivan. “Quando os portugueses, também chamados de paraíbas pelos indígenas, chegaram no Brasil, eles contaminaram a terra. Quando algum indígena era enterrado, ficava contaminado, por isso era necessário que os ossos fossem lavados para que as almas ficassem limpas e fossem em paz”. Ele diz que este ritual faz parte da crença religiosa, um mandamento do Deus Nhãm Jdará.

Hoje os 46 guaranis que vivem no município de Xambioá, norte do Tocantins, dividem a terra com os carajás. O grupo, do qual o indígena Ivan faz parte, veio de Mato Grosso do Sul e fixou moradia no norte do estado. “Os carajás nos acolheram e a cultura deles é muito diferente da nossa. Além disso nós não temos área própria, razões pelas quais não praticamos mais essa forma de ritual”.

A forma como os indígenas – guaranis e carajás, mais especificamente –  enterram os mortos, nos dias de hoje, é bem parecida com a praticada pelos brancos, segundo Ivan. O ritual foi mudando com o tempo. “Quando eu era criança lembro que o índio guarani era enterrado numa esteira feita de madeira”.

Agora resta saber de qual época pertenciam os povos que praticavam o ritual de purificação dos corpos. De acordo com a professora e coordenadora do NUTA, Antônia Custódia, os exames de DNA, que serão feitos posteriormente revelarão a época em que estes povos viveram.

NUTA
O trabalho feito pelo NUTA tem o objetivo de resgatar histórias e fazer um monitoramento histórico e cultural das regiões impactadas. No local, onde hoje só se vê água da Usina Hidrelétrica de Estreito foram identificados, antes da construção da usina, 100 sítios arqueológicos. Além dos corpos, foram catalogadas cerca de três mil peças artesanais. Os resultados das análises dos achados serão entregues ao Iphan – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Fonte: http://g1.globo.com/to/tocantins/noticia/2013/07/ossos-de-indigenas-encontrados-no-tocantins-revelam-ritual-pos-morte.html

Movimentos sindicais e sociais realizam plenária no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo

Nos dias 19 e 20 de julho (sexta e sábado), rep­re­sen­tantes dos movimen­tos sindi­cais e soci­ais vão estar reunidos no Sindi­cato dos Jor­nal­is­tas, em São Paulo, para a 11ª Plenária Nacional da CMS (Coor­de­nação dos Movi­men­tos Sociais).

Par­tic­i­pação – A plenária já conta com algu­mas par­tic­i­pações confirmadas, como a pro­fes­sora de filosofia e his­to­ri­adora, Mar­ilena Chauí; Altamiro Borges, pres­i­dente do Cen­tro de Estu­dos da Mídia Alter­na­tiva Barão de Itararé; e Ademir Figueiredo, coor­de­nador do Depar­ta­mento Inter­sindi­cal de Estatís­tica e Estudos Socioe­conômi­cos (Dieese). Eles vão debater os desafios e per­spec­ti­vas dos movi­men­tos para o próx­imo período.

Rogério Nunes – O secretário de políti­cas soci­ais da (Cen­tral dos Tra­bal­hadores do Brasil (CTB), Rogério Nunes, destaca a importân­cia da par­tic­i­pação das enti­dades na reunião. Ele afirma: “O obje­tivo é apro­fun­dar a dis­cussão acerca desse momento tão impor­tante pelo qual passa o País”.

Serviço – O Sindi­cato dos Jor­nal­is­tas de São Paulo (SJSP) fica na rua Rego Fre­itas, 530, Sobreloja, Vila Buar­que, São Paulo/SP. Mais infor­mações, ligue (11) 3217.6299.

Fonte: http://gritasaopaulo.com.br/agencia/?p=5866